domingo, 28 de agosto de 2011

TRABALHO ESCRAVO

O trabalho escravo, aquele em que as pessoas são exploradas e obrigadas a fazer a vontade de seus patrões, sem direito sequer de expressarem suas vontades, não deveria existir, pois fere os direitos de quem é escravizado. A Lei Áurea, de 13 de maio de 1888 garante que ninguém pode ser propriedade de outra pessoa. Se a escravidão acabou há tanto tempo assim ninguém deveria ser forçado a trabalhar em péssimas condições e com pouquíssima ou nenhuma remuneração, mas não é isso o que acontece.
Quando pensamos em trabalho escravo no Brasil achamos que essa realidade está muito longe de nós. Que apenas na parte rural do país existe esse tipo de exploração, como, por exemplo, nas plantações de cana-de-açúcar e em carvoarias. Porém isso acontece muito mais perto do que imaginamos. Em áreas urbanas também existem trabalhos forçados. Recentemente o programa “A Liga” mostrou o caso da grife Zara, que mantinha 16 trabalhadores, inclusive uma adolescente, trabalhando em condições de escravidão. A empresa se disse indignada com essa descoberta, afirmando que não sabia de nada. O pior é que não é a primeira vez que isso acontece. Em 2007 houve um caso semelhante com a marca GAP.
Quando compramos algo sequer paramos para pensar como e por quem isso foi produzido. Pode ser que quem fez tenha sido explorado e não tenha recebido quase nada pelo seu serviço, enquanto nós pagamos bem caro pelo produto e esse dinheiro fica todo para a empresa que fabricou, e não para os trabalhadores. Talvez se fiscalizássemos as empresas e cobrássemos mais clareza quanto à fabricação de produtos nada disso aconteceria. Se temos uma constituição que nos garante vários direitos, não há motivos para que eles não sejam exercidos. O trabalho escravo é ilegal e prejudica aqueles que são escravizados, portanto tem que acabar.

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